Dois projetos de lei que buscam atenuar as dificuldades enfrentadas por mães solo e por mulheres com endometriose foram aprovados, em primeira votação, durante a reunião desta terça-feira (7).
O
primeiro estabelece prioridade na matrícula e permanência em período integral nas unidades de educação infantil do município para filhos de mães solo. Segundo o texto, o acesso ao benefício deverá respeitar a disponibilidade de vagas e, sempre que possível, a proximidade da unidade à residência da responsável.
Além disso, a proposta prevê que a condição de mãe solo poderá ser comprovada por documentos oficiais, inscrição em programas sociais ou outros meios admitidos pelo Poder Executivo.
Na justificativa da matéria, os autores, Valmir Jordani (UNIÃO) e Carol Bertoldi (PP) defendem que o objetivo é reconhecer a necessidade de políticas públicas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade social. “O acesso à educação infantil em período integral revela-se essencial não apenas como garantia do direito da criança à educação, mas também como instrumento de promoção da autonomia econômica dessas mulheres”.
EmendasO projeto também recebeu emendas aprovadas pelos vereadores. As alterações promovem ajustes no texto original, entre elas uma emenda verbal apresentada pela Comissão de Educação, Saúde, Esportes, Assistência Social e Cidadania, que estende o benefício aos pais solo.
Segundo o vereador Jonatas Rosenbrock (PODE), membro da comissão, a inclusão busca garantir que os pais que criam os filhos sozinhos também sejam beneficiados com a medida. “Segundo dados do IBGE, 2% das famílias brasileiras também são configuradas somente por pais solo, enquanto famílias chefiadas por mães solo são basicamente 13%”.
Prioridade para atendimento de pacientes com endometrioseA
segunda proposta garante prioridade no agendamento e no atendimento de consultas médicas relacionadas ao acompanhamento da endometriose na rede pública de saúde. A condição deverá ser comprovada por meio da apresentação de laudo médico ou relatório emitido por profissional.
A medida busca promover a equidade no acesso aos serviços de saúde, reconhecendo as necessidades dessas pacientes e assegurando um atendimento mais humanizado e eficiente. A autoria é dos vereadores Carol Bertoldi (PP) e Valmir Jordani (UNIÃO).
ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE